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Take the red pill!

 

Observando o brasão da bandeira de São Paulo pude perceber os seguintes dizeres em latim, “Non ducor, duco”, que significa “Não sou conduzido, conduzo”. Numa era globalizada como a nossa, onde as informações nos invadem pelo computador, celulares, tevês em transportes públicos, me pergunto, será mesmo que conduzimos a nossa vida?

É só observar o nosso dia a dia, se formos fazer uma comprar em um valor alto, a não ser que você seja o Eike Batista ou esteja no topo da pirâmide, o banco não autorizará a transação, afinal de contas, não é o do seu perfil fazer transações nestes valores. Em pesquisa recente descobriu-se que o banco de dados do Facebook consegue saber se você está namorando ou não. O seu cartão de créditos também, pois ele faz um comparativo de todas as suas transações. De repente o seu e-mail é invadido por spams oferecendo os mais diversificados produtos, e nem citei o “enlarger pênis”.

A minha paranóia fica maior quando penso em universo. Quem garante que temos o controle de tudo? Existe apenas essa dimensão? Se formos apenas Sims controlados por algum jogador maluco? Nosso “livre-arbítrio” são apenas clicks de um mouse descontrolado. Quando ele quer, nos faz passar vergonha, fazer papel de bobo apenas para se divertir.

Fico imaginando a cara desses cientistas todo marrentos, felizes e contentes com suas descobertas, e de um dia para o outro, um cursor gigante em forma de disco voador invade o planeta, com um mega-fone potente o mundo inteiro ouvirá uma voz – “Humanóides idiotas, eu os controlo, vocês acham que controlam alguma coisa? Tudo isso é obra minha, e agora eu cansei de brincar, vou deletar este Save. Hasta la vista babaca!”.

Os céticos seriam os únicos que poderiam levantar a plaquinha de “Eu já sábia”. E iriam rir no final da história. Mas o universo poderá estar contido em uma bolinha de gude, ou então estarmos em uma dimensão em que a saída seja a porta de um armário, ou então em uma Matrix. Take the red pill!

Por isso, para a nova bandeira do estado, sugiro mudarmos os dizeres para “Clico, não sou clicado”.

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