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O Pequeno Mark.

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Era uma vez um menino chamado Mark. Único filho homem em uma casa cercada de mulheres. Eram três irmãs mais a sua mãe. Como era o caçula o pequeno Mark sempre sofreu na mão das meninas, tinha que brincar de casinha, salão de beleza e todas essas coisas, sempre sendo a cobaia, provando a gororoba que elas preparavam ou então sendo maquiado e tendo o cabelo escovado e penteado quase que diariamente.

Na escola não tinha amigos. Sempre foi muito reservado e gostava de estudar, por isso aprendeu a recitar poesias e a falar cinco idiomas, dentre eles o hebraico e o latim. Por seu comportamento tímido sofria bullying de seus colegas de classe, tinha seu lanche roubado todas às manhãs e chorava escondido. Após anos sofrendo com isso, prometeu vingança a todos, suas irmãs, colegas de escola e qualquer um que o fizesse sofrer.

Quando teve contato com um computador pela primeira vez, foi paixão a primeira vista, mas como todo caso de amor, não foi fácil, o pequeno Mark sempre era o último da casa que podia fazer seus desenhos no Paint ou escrever textos no Word, suas irmãs passavam horas jogando Paciência e o coitado tinha que ficar apenas esperando a sua vez para poder encostar no mouse. Assim que todos da casa dormiam, ele ia até o escritório para enfim poder ter alguns minutos de tranqüilidade e desfrutar daquela maravilha tecnológica. Foi assim, nas madrugadas frias e quietas que aprendeu a programar e desenvolver softwares. Então percebeu que através do computador o seu plano de vingança enfim a tomaria forma.

Todas as suas frustrações de criança enfim sairiam do papel. O pobre Mark nunca teve um jogo de tabuleiro, pois não tinha com que jogar. Sempre quis ter um War, um Banco Imobiliário, um Jogo da Vida, um Detetive, mas não tinha com quem jogar. Sabedores disso seus pais sempre o presenteavam com suéter e Acquaplays para que pudesse se distrair.

O plano do agora terrível Mark era ousado, criar uma rede social, onde todos pudessem colocar a maior quantidade de informações a respeito de suas vidas, seus hábitos e gostos. Ela se espalharia pelo mundo, como um exército vermelho em um tabuleiro de War, derrotando outras redes sociais, até conquistar a Ásia a Oceania e mais um território a sua escolha. Depois iria capitalizar em cima de seu negócio e poder ter todo o dinheiro do mundo, para comprar tudo que desejasse. Poderia comprar a Vieira Souto, colocar quatro casas e um hotel, se tornar um verdadeiro banco. Sua cartada final seria controlar a vida de seus inimigos sem que eles percebessem, assim como em um Jogo da Vida, giraria a roleta e indicaria quantas casas avançar se iria colocar mais um filho no carro, escolher a profissão e se iria se aposentar e viver com a grana das ações da bolsa.

Parece que seu plano deu certo, seus inimigos estão aniquilados, e ninguém sabe qual será o próximo passo do pequeno e vingativo Mark. Vamos acompanhar.

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Um monstrinho chamado Ansiedade!

 

 

Dentro de mim habita um monstrinho.

Já não sei há quanto tempo ele mora em minhas entranhas.

Mas sinto a sua presença todos os dias.

A cada guloseima, doce, petisco que engulo, ele também se alimenta.

Cada vez que não consigo algo, ele se fortalece mais ainda.

O seu nome? Ansiedade.

Muitas vezes ele me domina, e suga as minhas energias.

Me derruba, como um Davi derrotando Golias.

A sua arma? A espera.

Só me fazer esperar, esperar e esperar.

Nada me deixa mais fora do controle do que esperar.

Muitas coisas nessa vida não chegam em nossas mãos no tempo que gostaríamos.

Dai o monstrinho ganha forças, e sorrateiramente me derruba, com um único golpe.

Sei que no alto daquele monte, o mais alto da cordilheira, um velho sábio guarda um segredo.

A arma secreta que conseguirá aniquilar o tal monstro de uma vez por todas.

O nome dela? Paciência.

Para chegarmos até ele, é necessário escalarmos morro acima, rocha por rocha.

Sem esmorecer e nem olhar para baixo.

Assim que cruzarmos as nuvens, estaremos na metade do caminho.

Só assim conseguiremos alcançá-lo.

Mas eu ainda estou no pé da montanha, e tenho um longo caminho pela frente.

 

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