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Nhoque da Fortuna

Hoje o dia começou animado aqui na repartição. Tudo por conta do dia 29 de fevereiro, dia de São Pantaleão. Segundo a lenda, o Santo vestiu-se de andarilho e, ao entrar em uma casa de uma família muito pobre, foi oferecido a ele um prato de nhoque. Mas era tão pouco que foi dividido, resultando em sete nhoques para cada pessoa. Depois de comer, o santo foi embora . Quando a anfitriã retornou, encontrou uma fortuna debaixo da mesa.

Portanto, hoje é dia de comer o Nhoque da Fortuna! Pelo que me explicaram, você tem que comer os sete primeiros nhoques fazendo um pedido para cada. Depois pode saborear o restante. Porém, antes de se iniciar a comilança, é preciso colocar uma nota de qualquer valor embaixo do prato.

Mas, assim como no ano novo, acredito que para a simpatia dar certo temos que fazer uma boa oferenda. Explico. Na virada do ano todo mundo joga flores, sabonetes, perfumes e champagne para Iemanjá. Já repararam que no dia seguinte a praia está uma sujeira só? É claro, ela recusou todos aqueles presentes. Não vai achando que é só ir até a Praia Grande, comprar uma Sidra Ceresér, um sabonete qualquer e uma Alfazema que vai conseguir ter aquele emprego que sonhou ganhar na mega-sena e trazer a pessoa amada de volta. Com o Nhoque da Fortuna é a mesma coisa. Quer ficar rico? Coloca uma nota de 100 Euros embaixo do prato. Ou você acha que colocando dois reais embaixo do prato, São Pantaleão vai perder o tempo dele atendendo seus pedidos?

 Eu já saquei uma onça e vou deixar ali bonitinha… Vai que funciona!

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Superar os Medos!

 

Quando criança, muitos foram os meus medos. Das lendas urbanas como, Loira do banheiro, palhaço da Kombi (reza lenda, ficavam na porta das escolas, oferecendo doces para as crianças, com isso conseguiam seqüestra-las e vendiam seus órgãos no mercado negro) até as mais bizarras, do Gil Gomes (tinha medo da voz dele) medo de cachorro e do escuro, não conseguia dormir com a luz apagada. Tais medos foram superados com o passar dos anos, menos o da Loira, não dou descarga três vezes seguidas.

Outros medos foram substituindo os antigos, agora tenho medo de altura, de ter uma parada cardíaca, de ser atingido por um raio, ou um viaduto desabar enquanto estou transitando por ele. Até os mais bobinhos como ser abduzido ou encontrar um espírito quando abro a porta de casa.

Quem nunca teve medo de nada? Não acredito muito nessas pessoas que se dizem fortes, não temem os espíritos, nem os palhaços das kombis, muito menos as baratas. É natural, sentirmos um desconforto quanto ao desconhecido, isso é o que nos causa medo em algumas situações. Depois chegamos até mesmo a rir em lembrar de todo o terror que já passamos por uma coisa tão besta.

O medo sempre irá existir, ele nos faz crescer, buscar o confronto, enfrenta-lo. Temos que encarar como um desafio, desde uma mudança de emprego, até uma simples e indefesa aranha que cruza o nosso caminho. Quando deixamos de temer algo é porque estamos vivendo uma rotina, na zona de conforto, é hora de sair da inércia e seguir em frente, sem estacionar a vida.

Que venha a loira do banheiro!

 

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