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Minha Vida Nesta Década!

O ano era 1999, mais precisamente dia 31 de dezembro. Quase meia-noite e estávamos todos indo em direção ao mar. Passar a virada do ano, na praia sempre foi o ritual da minha família, e desde de que me lembrava ser gente, via a queima de fogos lá. Mas aquele ano era especial. Eu tinha 14 anos, e o místico ano 2000 estava prestes a aparecer diante de nós. De Nostradamus a “Padinho Ciço”, todos esperavam os Sete Cavaleiros do Apocalipse irrompessem os céus quando tocassem as doze badaladas.

Nada disso aconteceu, pulamos sete ondinhas, estouramos champagne, fogos espocavam e coloriam o céu, e eu lá olhando para o alto, esperando um meteoro, um anjo caído ou qualquer outra criatura descrita nas profecias célticas. Mas eles não apareceram. Assim começou o novo século, o Bug do milênio, não afetou os computadores como previsto, e o mundo amanheceu cheio de esperanças, e eu também, afinal de contas, eu estava me formando na oitava série e com ela viria a viagem de formatura e todos os planos que o auge da puberdade nos permitia.

O Mundo continuou a girar, e deu sinais de apocalipse com os atentados de 11 de setembro. Neste ano eu já trabalhava na fábrica do meu tio, e começava a me preocupar com a faculdade, a penugem no rosto começava a aparecer e o século XXI dava sinais de grandes mudanças.

O Brasil ganhou a sua quinta estrela no futebol, e eu ganhei à primeira no meu coração. Sempre fui um garoto muito do lerdo e não tenho vergonha de admitir isso, neste segundo ano de década nova eu beijei na boca pela primeira vez, e assim foi a primeira vez que pensei gostar de alguém e também chorei por ela. Ano que comecei a sair com os amigos para as matines e descobri uma das paixões que carrego até hoje, música eletrônica e toda sua psicodélica. A internet, contada a pulsos telefônicos me aproximou do mundo, estive presente em todos esses movimentos, e o “espírito revolucionário” encarnou em mim com a derrubada do Napster, e com ele decidi que melhor do que ter o mundo é poder compartilhá-lo com todos. Madrugadas adentro em bate-papos com os amigos pelo ICQ, depois MSN, músicas baixadas a 0,01kbps e assim passaram-se os anos até a chegada da banda larga.

Em 2004 a chegada do Tsunami causou um reboliço no mundo e na minha vida. Acabará de completar dezoito anos, e a pequena Boituva, cidade na qual passei parte da minha vida, estava cada vez menor para mim, então atrelado a um novo amor e um mundo que me esperava, decidi voltar a São Paulo. Faculdade, carteira de motorista, trabalho de gente grande eram alguma das coisas que me esperavam neste turbilhão como o Katrina que arrasou os EUA. Ser turismólogo era minha nova obsessão, trabalhar com turismo e para o turismo e assim dediquei quatro anos desta década, até me graduar ao final de 2007. No ano seguinte a dengue se alastrou pelo Brasil e deixou o país em alerta, mas o mosquito que me contaminou foi o das viagens. Foram pequenas viagens em 2008 para os países vizinhos, como Argentina e Uruguai, e alguns cruzeiros, mas o suficiente para me despertar a vontade de conhecer o mundo.

Esta década chega ao fim, o mundo não acabou, mas quase, algumas tragédias, desastres naturais, as guerras que os EUA causaram, o aquecimento global e tudo o mais, mas continuamos aqui, firmes e fortes. Para estes próximos dez anos, promete-se um fim do mundo em 2012 segundo o calendário Maia, mas caso isso não aconteça, sediaremos uma Copa do Mundo e um Jogos Olímpicos realizados aqui no Brasil. O dólar entrará em colapso, o Real será uma das moedas mais fortes, erradicaremos a pobreza, produziremos carros não poluentes, exploraremos o pré-sal, acabaremos com a criminalidade e a violência. Eu conhecerei ao menos alguns paises da Europa, terei um emprego onde possa ganhar dinheiro, terei o meu trabalho reconhecido, conquistarei mais amigos, manterei os que já tenho, compartilharei todo o meu pequeno conhecimento, e voltarei aqui para contar.


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Segundo Surto – Turismo em tempos de Internet

           Este assunto é muito amplo, que poderia discorrer sobre o tema, talvez até escrever um livro sobre isso, mas quero apenas pegar alguns pontos que são imprescindíveis nos dias de hoje, já que a Internet está presente no nosso cotidiano. Mas o que quero destacar aqui, é o quão atrasado o Brasil está neste assunto. Ainda engatinhamos neste território, e iniciativas isoladas ganham destaque, não pela sua originalidade, mas pela falta de incentivo que o turismo tem. O site da Embratur por exemplo, ao invés de instigar o turista estrangeiro, ou até mesmo local, confunde-o mais ainda. Afinal faz uma sub-divisão através de roteiros que pouco interagem entre si e não revelam informações importantissimas, como por exemplo os dados de cada região, como chegar, onde se hospedar, o que fazer, essenciais para o turismo. Este é o site que seria o cartão de visitas do nosso país, afinal é o orgão que o representa, por isso deveria ter uma funcionalidade muito maior.
           Agora temos que nos curvar aos hermanos argentinos em termos de e-marketing, o site
Welcome Argentina para mim é uma referência em se tratando de vender destino na internet. O site divide as regiões do país, apontando o que tem de melhor, com fotos, videos, além de mostrar os pontos túristicos, e informações básicas, como onde se hospedar, distancia entre a localidade e a capital Buenos Aires entre outras informações. Peguei apenas um exemplo, de um país vizinho, com uma quantidade pequena de atrativos naturais e que consegue receber uma quantidade considerável de turistas. Não mais que o Brasil, mas caminham para nos ultrapassar, devido ao aumento no número de visitantes nos últimos anos. Não quero dizer que este aumento se deva apenas ao uso da internet, mas em tempos globalizados como o nosso, a rede deixou de ser a muito tempo uma passatempo juvenil e virou assunto de gente grande.
           O que me deixa entristecido, é saber do potencial turístico que o nosso país possui, mas nossos governantes nada o fazem para usa-la a nosso favor. Acredito e defendo que o turismo na localidade deva ser a consequência e não o foco para atrair turistas, explicarei melhor. Os visitantes ideais seriam aqueles que veem a cidade por causa de sua estrutura, hospitalidade e atrativos construidos para satisfazer seus moradores. Não aquelas que constroem já visando os turistas e esquecendo das necessidades básicas da população.
           Constato que o nosso querido Brasil ainda tem um longo e dificil caminho a ser trilhado, mas com perseverança dos profissionais do trade, e a colaboração do governo para os assuntos burocráticos, conseguiremos transpor estas barreiras e transformar o Brasil e um polo turístico mundial.

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