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Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um comboio do metrô de Nova Iorque transporta 1.200 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 7.800 vezes em 2011. Se fosse um comboio, eram precisas 7 viagens para que toda gente o visitasse.

Clique aqui para ver o relatório completo

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Beijo!

 

Há algum tempo atrás escrevi um post falando sobre o abraço. Que era mais importante que o beijo e tudo mais, como vocês podem conferir no aqui. Mas desta vez quero falar daquele que foi deixado em segundo plano, mas não menos importante. O beijo.

Nos dias atuais o beijo se tornou uma coisa banal, corriqueira, todo mundo sai por ai distribuindo beijo como se não houvesse amanhã. Vide micaretas e outras baladas do gênero. É comum você ouvir alguém falar, “Beijei quinze, dezoito, trinta e quatro numa noite”.

O beijo é algo tão íntimo, restrito, muitas vezes secreto e proibido, não pode ser entregue assim tão desavergonhadamente, não pode ser invasivo, pode ser roubado, permitido, jamais intrometido. Talvez o fato de nossa vida estar cada vez mais aberta, exposta, acaba por sobrar até para o coitado do beijo.

Acho o beijo à parte mais importante da conquista, sem beijo não se tem nada. Quem nunca teve uma experiência decepcionante com beijo? Aquela pessoa que parece ser sua alma gêmea, a metade da laranja, combina com você mais do que feijão com arroz, rola toda aquela sedução, aquela conversa, chega na hora da verdade, o beijo é péssimo, não encaixa. Isso é normal, chega a ser engraçado, as bocas não combinam se repelem, por mais que melhore um pouco com a prática, nunca se tornará um beijo bom para uma das partes. Já outras vezes acontece o inverso, no primeiro beijo, rola a chamada química, tudo combina simetricamente, os lábios, a língua, o tempo certo, tudo. E pensar que você não dava a mínima para a pessoa, e de repente não mais que de repente não quer parar de beijá-la. E ai você lembra as sábias palavras de Cazuza “… Matando a sede na saliva.” é o que você quer fazer pelo resto da vida. E isso não tem nada a ver com paixão, amor, apenas o contato de duas bocas causa isso.

Não é um fato simples, a falta de um beijo deixa as pessoas transtornadas, amarguradas, frias, e exemplifico isso. Quando estamos sofrendo de abstinência sexual, os homens em sua grande maioria acabam por fazer justiça com as próprias mãos (que me perdoem os puritanos que freqüentam esse espaço, se é que freqüentam, mas se você ainda não faz, um dia fará e verá quanto tempo perdeu), já o beijo não tem como, ou você vai treinar com uma laranja, ou então tentar “pescar” um gelo com a língua dentro de um copo, usar as técnicas adolescentes para se aprender a beijar não funciona, não satisfaz a sua vontade de dar um beijo.

Momento único, os segundos que precedem um beijo, são extremamente importantes, como se você estivesse pedindo autorização para adentrar em um território desconhecido, o consentimento muitas vezes se dá com uma leve inclinação da cabeça para o lado, e assim o beijo é consolidado.

Considero o beijo extremamente íntimo, e tende a ser preservado em sua origem, para o fim que foi criado, não podendo ser desperdiçado assim a bel prazer. Claro que todos possuem livre-arbítrio e fazem o que bem entendem da vida, mas nada mais gostoso do que um beijo apaixonado e cheio de carinho, não é?!

 

 

Abraço.

Acho o abraço, mais importante que o beijo. Mas o abraço de verdade, não aquele que usualmente as pessoas fazem para cumprimentar alguém. Quando encaixamos o nosso queijo no ombro do outro, e todos os sete chacras se alinham, então sentimos aquela energia percorrer nosso corpo. Isso é um abraço verdadeiro, que envolve o espírito, nutre e alimenta a alma. Gosto do abraço. Sincero, apaixonado, vale muito mais que um beijo. Beijo que já foi motivo de traição, afinal foi com um beijo na face que Judas entregou Jesus aos romanos. O abraço não foge muito disso, pesquisando um pouco, descobri que não existem pinturas, escrituras ou qualquer coisa que retrate o abraço antes do inicio do século XX. No Japão, por exemplo, quase nunca vemos as pessoas se abraçando. Quem inventou o abraço foram os italianos. Os mafiosos começaram a usar esta forma de cumprimento para saber se os visitantes estavam possuindo armas ou algo do tipo, com o corpo conseguiam “sentir” o perigo. Sem saber acabaram por nos proporcionar uma das coisas mais gostosas de fazer acompanhado. Abraçar alguém seja de forma fraternal, romântica ou sexual. Esta troca de energias é vital para o nosso humor, todos deveriam praticar o abraço. Seriamos pessoas bem mais felizes.

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