Arquivo mensal: abril 2012

Reflexões Em Um Estádio de Futebol!

Estádio de futebol. Lugar de celebração, festa, alegria. Emoções que transbordam antes da bola rolar. Ontem fui pego de surpresa por uma amiga que não poderia ir ao jogo do Corinthians e me presentou com o seu ingresso.

Lá fui eu rumo ao Pacaembu, que por tantas vezes estive, sempre acompanhado por meu pai, ou amigos, iria desta vez encara-lo sozinho. Já fiz isso algumas vezes, mas ontem, o jogo acabou se tornando secundário. Passei a prestar atenção em cada reação minha durante a partida. Cada vez que comemorei um gol, os aplausos, as vezes que cantei com a torcida, as vezes que falei sozinho, que sorri, que olhei ao redor para me encontrar na multidão. E eu estava lá. Não estava só, não era único que estava assistindo ao jogo sozinho. Cada um com seus motivos, mas sem máscaras, os sentimentos se afloram, e naquele momento você se torna indivíduo no meio da massa. Você não faz mais parte dela.

É engraçado, pois a grande maioria está acompanhada, então não se permite exteriorizar os sentimentos, por medo, vergonha ou qualquer outra coisa que irá sentir de quem o acompanha. Mas quando se está só isso não existe. O momento é de total reflexão e comunhão com aquele acontecimento. Nào importa o resultado da partida, mas sim como aquele acontecimento poderá mudar a sua vida.

Hoje acordei feliz, não pela vitória, mas pela conquista de mais um tijolo na construção de mim mesmo.

Anúncios

O Pequeno Mark.

Imagem

Era uma vez um menino chamado Mark. Único filho homem em uma casa cercada de mulheres. Eram três irmãs mais a sua mãe. Como era o caçula o pequeno Mark sempre sofreu na mão das meninas, tinha que brincar de casinha, salão de beleza e todas essas coisas, sempre sendo a cobaia, provando a gororoba que elas preparavam ou então sendo maquiado e tendo o cabelo escovado e penteado quase que diariamente.

Na escola não tinha amigos. Sempre foi muito reservado e gostava de estudar, por isso aprendeu a recitar poesias e a falar cinco idiomas, dentre eles o hebraico e o latim. Por seu comportamento tímido sofria bullying de seus colegas de classe, tinha seu lanche roubado todas às manhãs e chorava escondido. Após anos sofrendo com isso, prometeu vingança a todos, suas irmãs, colegas de escola e qualquer um que o fizesse sofrer.

Quando teve contato com um computador pela primeira vez, foi paixão a primeira vista, mas como todo caso de amor, não foi fácil, o pequeno Mark sempre era o último da casa que podia fazer seus desenhos no Paint ou escrever textos no Word, suas irmãs passavam horas jogando Paciência e o coitado tinha que ficar apenas esperando a sua vez para poder encostar no mouse. Assim que todos da casa dormiam, ele ia até o escritório para enfim poder ter alguns minutos de tranqüilidade e desfrutar daquela maravilha tecnológica. Foi assim, nas madrugadas frias e quietas que aprendeu a programar e desenvolver softwares. Então percebeu que através do computador o seu plano de vingança enfim a tomaria forma.

Todas as suas frustrações de criança enfim sairiam do papel. O pobre Mark nunca teve um jogo de tabuleiro, pois não tinha com que jogar. Sempre quis ter um War, um Banco Imobiliário, um Jogo da Vida, um Detetive, mas não tinha com quem jogar. Sabedores disso seus pais sempre o presenteavam com suéter e Acquaplays para que pudesse se distrair.

O plano do agora terrível Mark era ousado, criar uma rede social, onde todos pudessem colocar a maior quantidade de informações a respeito de suas vidas, seus hábitos e gostos. Ela se espalharia pelo mundo, como um exército vermelho em um tabuleiro de War, derrotando outras redes sociais, até conquistar a Ásia a Oceania e mais um território a sua escolha. Depois iria capitalizar em cima de seu negócio e poder ter todo o dinheiro do mundo, para comprar tudo que desejasse. Poderia comprar a Vieira Souto, colocar quatro casas e um hotel, se tornar um verdadeiro banco. Sua cartada final seria controlar a vida de seus inimigos sem que eles percebessem, assim como em um Jogo da Vida, giraria a roleta e indicaria quantas casas avançar se iria colocar mais um filho no carro, escolher a profissão e se iria se aposentar e viver com a grana das ações da bolsa.

Parece que seu plano deu certo, seus inimigos estão aniquilados, e ninguém sabe qual será o próximo passo do pequeno e vingativo Mark. Vamos acompanhar.

%d blogueiros gostam disto: