Arquivo mensal: junho 2010

Devaneios – Cérebro x Músculos

Era uma vez…. eu acho… outro dia…. são formas batidas de se começar um texto, mas muitas vezes deixo de escrever por justamente não saber como começar. Mas vamos lá isso não tem nada a ver com o que quero falar. Depois de me pesar nestas balanças de farmácia, constatei que estava acima do meu peso ideal, segundo essas tabelas que sem encontram internet afora, na qual calculam, altura x peso – gravidade + velocidade ao quadrado x a variação cambial do euro = massa corporal ideal.
 
Logo me veio a ideia de voltar a academia. Mas sabe como é vida de recém-formado. Não tão recém assim, faz três anos que me formei, mas seguimos. Em seguida o outro pensamento foi o custo desta empreitada, e logo desisti. Em São Paulo para malhar em qualquer academia de bairro se gasta em média cem mangos. Logo desisti. Tenho algumas prioridades que vão além de ter um corpo sarado como dominar o mundo, mas eu divago… Hoje em dia a busca pelo corpo ideal está escravizando as pessoas. Se você souber o que significa whey, leg-press, rosca direta já te gabarita a participar de rodas de marombados ( gíria criada na 1º época da geração saúde, no final da década de 80).
 
Mas não é apenas o fato de malhar que me preocupa, e sim perder um dos poucos prazeres que temos, o de nos alimentar. Algumas pessoas não se importam com as refeições, e só as fazem para não morrerem por inanição. Mas no meu caso é ao contrário, tenho prazer em saborear um belo prato, desfrutar do sabor de cada alimento, de cada bebida. Qual a graça de comer uma saladinha e um frango grelhado?! De um refrigerante zero açúcar?! Nada mais saboroso do que uma bela macarronada com muito queijo ralado e um bom vinho, ou então uma picanha com aquela capa de gordura suculenta. Quem resiste a um balde de pipoca com refrigerante gelado no cinema?! Em épocas de frio, você prefere uma frutinha ou um chocolate após as refeições?!
 
São perguntas como essa que me fazem refletir, o que leva ser escravo da beleza?! Cuidar do corpo por problemas de saúde já é uma outra história. Acredito que uma boa terapia ajudaria grande parte destas pessoas que se matam fazendo força a toa. Suprem a falta de autoestima com excesso de músculos
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